Carlinhos da Saúde é um candidato de reduto real, fiel e capilar — 1.676 votos em 2022 (suplente a federal), sendo 1.374 (81,98%) em Volta Redonda, com zero erosão de base e marca temática clara ("Saúde") perfeitamente encaixada num eleitorado popular e operário. Seu teto atual é o de um candidato de uma cidade só: os cenários inerciais variam de 1.475 a 1.927 votos, contra uma régua federal de 33.368 — ele tem hoje cerca de 5% do necessário e depende da chapa/federação para fazer o quociente (~181 mil votos). O principal risco é a miragem territorial: gastar verba na hipótese não confirmada da Baixada/Itaguaí/Seropédica (17–21 votos por município; Itaguaí com share 0,0) enquanto o próprio reduto segue subexplorado (1.374 votos num colégio de 154.508). Leitura franca ao partido: probabilidade de eleição direta em 2026 é baixa; probabilidade de capitalização (meta-piso de 8.000–10.000 votos e ativo regional para 2028/2030) é alta com o plano certo.
"Blindar Volta Redonda, casar com Ratinho, surfar a onda do governo com a bandeira da saúde e da CSN — e transformar 1.676 votos em 8 a 10 mil, construindo o federal de 2030 enquanto disputa as sobras de 2026."
| ✚ Forças | ▼ Fraquezas |
|---|---|
| • Reduto capilar e fiel: 717 seções, zero erosão 2018–2022, escolas-âncora com 51–122 votos cada • Marca "da Saúde" alinhada à persona (+5,3 pts fundamental incompleto) • Crescimento: 827 (2020) → 1.676 (2022) → 1.124 vereança (2024) • Voto trabalhado, não de onda — base que não encolhe |
• Custo por voto R$ 37,89 com campanha 100% analógica (R$ 2.000 em digital) • Inexistência fora de VR: Barra Mansa 61, Angra 13, Itaguaí share 0,0 (ATT 0,0005) • Sem portfólio de entregas: zero mandato, emendas ou proposições • Instabilidade partidária (PMB → PROS → Solidariedade) |
| ◆ Oportunidades | ⚠ Ameaças |
| • Onda governista (~30–35% no modelo): governo federal competitivo + palanque estadual aliado • Pauta local quente: CSN/emprego (R$ 2 bi, ~5 mil vagas), pó preto/saúde ambiental, SUS • Dobradinha pronta com Giovani Ratinho (0,434) • Baixada/Itaguaí/Seropédica SE a rede se confirmar |
• Onda de direita no RJ (~25–30%): encolhe chapa e sobras da esquerda • Canibalização em VR: colégio de batalha (margem 0,62%, volatilidade 0,6692) • Viés de consolidação: 1.083 concorrentes federais, ~1.639 estaduais • Concorrentes com emendas para exibir — comparação assimétrica |
Porquê no dado: afinidade de 0,434 em 507 seções comuns (o 2º da lista tem 0,221), mesma legenda, mesmo chão — e o reduto ainda tem penetração mínima (1.374 votos em colégio de 154.508). É o voto mais barato que existe; a dobradinha transfere estrutura de um eleito (33.416 votos) a custo quase zero.
Porquê no dado: custo por voto de R$ 37,89 vs. R$ 3–7 dos eleitos é a maior ineficiência corrigível. A persona (popular, fundamental incompleto +5,3 pts, faixas 35–39 e 60–64 anos) pede linguagem de serviço — posto, remédio, fila — testada primeiro nas seções-âncora.
Porquê no dado: os dados formais contradizem o relato (Seropédica 17, Japeri 20, Caxias 21, Itaguaí 0,0). Se a rede se confirmar, é a principal alavanca — só Caxias tem 167.915 ocupados e 31 hospitais; se não, cada real ali sai do reduto. Métrica definida decide: escala ou corta sem hesitar.
| Seção | Página |
|---|---|
| Sumário Executivo | 02 |
| 1. Diagnóstico Eleitoral — trajetória, reduto e concentração | 05 |
| 2. Diagnóstico Eleitoral — custo por voto e perfil da base | 06–07 |
| 3. Gráficos: Top Municípios e Evolução das Candidaturas | 08 |
| 4. Balanço do Mandato e Entregas | 09 |
| 5. Gráficos: Atividade Legislativa e Emendas (registro oficial) | 10 |
| 6. Território, Perfil e Cenários 2026 | 11–12 |
| 7. Gráfico: Cenários 2026 vs. Régua dos Eleitos | 13 |
| 8. Conjuntura, Contexto e Cenário | 14–15 |
| 9. Plano de Investimento e Estratégia — praças e orçamento | 16–17 |
| 10. Plano de 90 dias, riscos e ganhos rápidos | 18 |
| 11. Comunicação — slogans e bordões | 19 |
| 12. Aviso, metodologia e fontes | 20 |
Como ler este dossiê: todos os números eleitorais e financeiros vêm de bases oficiais (TSE, IBGE, Câmara dos Deputados, Portal da Transparência/CGU), processados pela plataforma VotoAlvo. Caixas douradas trazem as leituras estratégicas; números grandes destacam os KPIs decisivos. Projeções são cenários estatísticos, não previsões.
| Ano | Cargo | Partido | Votos | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2018 | Deputado Federal | PMB | sem votos válidos registrados | candidatura não computada* |
| 2020 | Vereador (Volta Redonda) | PROS | 827 | Não eleito |
| 2022 | Deputado Federal (RJ) | SOLIDARIEDADE | 1.676 | Suplente |
| 2024 | Vereador (Volta Redonda) | SOLIDARIEDADE | 1.124** | Suplente** |
* No registro TSE, a candidatura de 2018 aparece sem votos e sem resultado; segundo o briefing do estrategista, foi impugnada/inapta. ** Dado do briefing (TSE); não consta no bloco de evolução da base.
De 827 votos (2020) para 1.374 em Volta Redonda no federal de 2022. Os 1.124 de 2024 confirmam: a base municipal existe e se mantém, mas ainda não elege nem um vereador.
PMB → PROS → SOLIDARIEDADE em três eleições. A marca é pessoal ("Carlinhos da Saúde"), não partidária — ativo (voto de nome) e passivo (nunca herdou estrutura de legenda).
Em 2022 ficou na posição 401 entre 1.083 concorrentes. O benchmark para 2026 é: 1.676 votos contra régua do último eleito de 33.368 (Sargento Portugal, PODE). Faltaram 31.692 votos — ele tem hoje ~5% do necessário.
| Município | Votos | % do total |
|---|---|---|
| Volta Redonda | 1.374 | 81,98% |
| Barra Mansa | 61 | 3,64% |
| Barra do Piraí | 58 | 3,46% |
| Rio de Janeiro | 32 | 1,91% |
| Duque de Caxias | 21 | 1,25% |
| Japeri | 20 | 1,19% |
| Seropédica | 17 | 1,01% |
| Angra dos Reis | 13 | 0,78% |
| Quatis | 11 | 0,66% |
| Pinheiral | 8 | 0,48% |
Raízes de bairro identificáveis, todas em VR: E.M. José Botelho de Athayde (Vila Americana, 122 votos), E.M. Palmares (Padre Josimo, 90), C.E. Brasília (Vila Brasília, 63), E. São Francisco de Assis (Retiro, 51). É voto de território, porta a porta — não voto difuso de mídia.
Nem os vizinhos do Médio Paraíba entregam volume (Barra Mansa 61, Barra do Piraí 58, Resende 3, Pinheiral 8, Piraí 4). E a hipótese Baixada/Itaguaí não aparece nos números formais: Caxias 21, Japeri 20, Seropédica 17, Nova Iguaçu 5. Itaguaí, gêmeo de VR por porte e renda, tem share 0,0 — hipótese informal a verificar em campo.
| Indicador (2022) | Valor |
|---|---|
| Receita total (partido R$ 50.000 + pessoas físicas R$ 13.500) | R$ 63.520,40 |
| Despesa total | R$ 63.500,40 |
| Custo por voto do candidato | R$ 37,89 |
| Custo mediano por voto da disputa | R$ 32,73 |
| Último eleito (Sargento Portugal): gasto / votos | R$ 77.400,00 / 33.368 votos |
Os eleitos fizeram voto muito mais barato: Doutor Luizinho R$ 3,07, General Pazuello R$ 3,44, Daniela do Waguinho R$ 6,86. O Sargento Portugal gastou pouco mais que o Carlinhos e fez 33.368 votos: a diferença não foi dinheiro; foi base pré-existente e rede. A estrutura de 2022 (panfletagem de R$ 500–750, dois veículos de ~R$ 10 mil, apenas R$ 2.000 em digital) confirma campanha de rua, analógica, de uma cidade. Referência de investimento para a régua: R$ 1.037.279,16 (0,0305 voto/real; correlação gasto-votos 0,62) — dimensiona o salto, não é promessa.
Sobre-representação de fundamental incompleto (+5,3 pts) e médio incompleto (+1,6); sub-representação de superior completo (−3,3). Afinidade acima da média: 35-39 (+0,8), 60-64 (+0,8), 21-24 (+0,7). Base popular, periférica, de bairro operário — o público de SUS, posto de saúde e custo de vida.
Maior afinidade seção a seção: Giovani Ratinho (SOLIDARIEDADE, estadual, 33.416 votos, eleito por média), afinidade 0,434 em 507 seções comuns. Casar campanha é multiplicador barato.
Nenhuma seção em erosão significativa 2018–2022. A base não encolhe; ela apenas não se expande.
ATT de 0,0005: nos municípios pareados onde não trabalhou (Itaguaí, Natividade, São Pedro da Aldeia), share 0,0. Onde ele não pisa, não existe — ruim (dependência de presença física) e bom (voto trabalhado, fiel, não de onda).
1.374 votos num colégio de 154.508 é penetração mínima mesmo onde há nome, escolas-âncora e zero erosão. Implicação: a primeira meta de 2026 é multiplicar o voto dentro de VR e do anel imediato (Barra Mansa, Barra do Piraí, Pinheiral, Quatis, Resende) — o voto mais barato que existe para ele.
Dados formais fracos (Seropédica 17, Japeri 20, Caxias 21) e Itaguaí 0,0 nos gêmeos. Implicação: fatia pequena e controlada nas primeiras semanas, medir resposta e só escalar com sinal concreto. Confirmada, é a rota para sair da dependência de uma cidade; não confirmada, é miragem.
Faltaram 31.692 votos para a régua de 33.368; quociente ~181 mil; custo por voto 5–12x o dos eleitos. Implicação: viabilidade exige três alavancas simultâneas — federação/chapa forte, dobradinha formal com Giovani Ratinho e operação profissional com digital robusto e território priorizado.
Eleitor popular, de baixa escolaridade formal, de bairro. Implicação: comunicação direta, concreta, de serviço (posto, remédio, fila, atendimento), sem tecnocracia — testada nas seções-âncora (Vila Americana, Retiro, Volta Grande) e replicada nas praças-alvo.
Leitura: a curva sobe, mas dentro de um único território. O gráfico de municípios mostra por que o plano proíbe pulverização: fora do eixo VR–Barra Mansa–Barra do Piraí, nenhum município passa de 32 votos.
Dado central: Carlinho da Saúde (Solidariedade-RJ) disputou Deputado Federal em 2022 e obteve o resultado de SUPLENTE. Nos dados oficiais disponíveis, não há registro de mandato na Câmara dos Deputados.
Sem registro. Sem exercício de mandato na base, não existem projetos de lei, requerimentos ou outras proposições a contabilizar.
Sem registro de participação em comissões ou de discursos em plenário/comissões nos dados disponíveis.
Sem registro de uso — coerente com a ausência de mandato registrado.
Portal da Transparência/CGU retornou "encontrado: false": nenhuma emenda em nome do candidato — nem no RJ, nem fora. Não há entregas via emenda documentadas.
Quadro de candidato sem lastro de mandato federal a apresentar. Em 2026, ele não terá o ativo clássico do incumbente (emendas, obras, recursos de saúde nos municípios), mas também não carrega o passivo de um mandato mal avaliado. A campanha será construída sobre identidade ("Carlinho da Saúde"), trajetória pessoal e estrutura partidária — não sobre prestação de contas.
Evitar qualquer narrativa que sugira realizações parlamentares (risco jurídico e de desmentido fácil) e construir portfólio alternativo: atuação comunitária, articulações locais e compromissos verificáveis.
Mapear onde a votação de 2022 se concentrou e tratar esses territórios como reduto a consolidar; qualquer efetivação como suplente até 2026 muda o jogo e deve ser monitorada e documentada desde o primeiro dia.
Ancorar a marca em presença real no setor (agenda em unidades de saúde, pautas concretas, compromissos setoriais), transformando identidade em credibilidade sem depender de números de mandato inexistentes.
Concorrentes com mandato exibirão emendas por município. Antecipar o contraste e enquadrar a disputa em "renovação e proximidade" versus "política de balcão".
A base oficial (Câmara dos Deputados) não retornou nenhuma proposição para o candidato. Não há série a plotar — o gráfico ficaria vazio, e a plataforma VotoAlvo não inventa valores.
O Portal da Transparência/CGU retornou "encontrado: false". Zero emendas registradas, em qualquer função orçamentária ou estado — sem distribuição a exibir.
Sem mandato registrado, não há uso de CEAP a plotar em nenhum exercício.
A "página em branco" legislativa é um fato estratégico: elimina a campanha de prestação de contas, mas libera o enquadramento de renovação e proximidade. Todo material deve nascer da rua e da saúde — não de Brasília.
Nenhuma peça pode sugerir emendas, verbas ou realizações parlamentares. Qualquer afirmação numérica da campanha deve ser rastreável às fontes oficiais citadas neste dossiê.
| Município | Votos 2022 | Pessoal ocupado (2021) | Estab. saúde (2024) | Hospitais (2024) |
|---|---|---|---|---|
| Volta Redonda | 1.374 | 85.284 | 1.198 | 17 |
| Barra Mansa | 61 | 36.593 | 580 | 13 |
| Barra do Piraí | 58 | 17.826 | 273 | 6 |
| Angra dos Reis | 13 | 38.974 | 748 | 7 |
| Duque de Caxias | 21 | 167.915 | 1.307 | 31 |
| Seropédica | 17 | 15.892 | 81 | 1 |
Volta Redonda é cidade operária e de forte infraestrutura de saúde (massa salarial de R$ 2,29 bi em 2021). Barra Mansa é a réplica mais próxima do reduto — e rendeu só 61 votos: a lacuna mais barata de fechar. Angra é a anomalia (38.974 ocupados, 748 estabelecimentos, 13 votos). Caxias é o maior mercado fora da capital, mas só faz sentido se a rede informal da Baixada se confirmar.
15 locais grandes abaixo da própria média (share médio 0,02%), concentrados em Angra dos Reis (9 locais — CEAV com 3.720 votos de cargo; E.M. Cleusa Fortes, Japuíba, 3.840) e Araruama (6), além de Belford Roxo e São Gonçalo. Potencial total no share atual: apenas 17 votos. O radar não é lista de colheita — é mapa de vácuo: o ganho vem de construir presença nova, sobretudo em Angra (vácuo + perfil IBGE compatível).
Fundamental incompleto +5,3 pts (29,4% vs 24,1%); médio incompleto +1,6; superior completo −3,3 (5,7% vs 9,0%); superior incompleto −1,5.
Gênero praticamente neutro (masc. +0,2). Idade adulta/madura: 35-39 (+0,8), 60-64 (+0,8), 55-59 (+0,6); bônus jovem em 21-24 (+0,7).
Tradução: eleitor popular, de baixa escolaridade, adulto trabalhador ou idoso — quem depende do SUS e é sensível a entregas concretas. Linguagem digital simples, direta, de serviço, não tecnocrática.
| Cenário | Variação hipotética | Votos projetados | Régua dos eleitos | Distância |
|---|---|---|---|---|
| Conservador | −12% | 1.475 | 33.368 | −31.893 |
| Base | 0% | 1.676 | 33.368 | −31.692 |
| Otimista | +15% | 1.927 | 33.368 | −31.441 |
Sem filtro: os três cenários inerciais são estatisticamente indistinguíveis — 452 votos separam o pior do melhor, contra uma régua de 33.368. Crescer 15% "fazendo mais do mesmo" não muda nada. A variável decisiva é a mudança de estrutura: sair da dependência de uma cidade, ativar (ou descartar) a Baixada, fechar Barra Mansa/Angra e surfar a onda da chapa.
81,98% dos votos numa cidade dão base concentrada (funciona no proporcional) e provam que a marca performa num município operário com 1.198 estabelecimentos de saúde. Blindar o reduto com presença física constante e GOTV pesado — cada ponto perdido ali não tem reposição. Mas nenhum real novo antes de garantir o mínimo nas praças de expansão.
Barra Mansa (perfil idêntico ao reduto) rendeu 61 votos; Angra (9 locais no radar), 13. O discurso já está pronto — falta chão. São as praças de melhor relação esforço x voto e recebem a primeira fatia da verba de expansão.
Dados formais marginais (Seropédica 17, Japeri 20, Caxias 21), mas eleitorado gigante (Caxias: 167.915 ocupados, 31 hospitais). Fazer 2–3 agendas-teste nas primeiras semanas e medir público, engajamento digital e cadastros. Confirmou, escala; não confirmou, corta sem hesitar.
Com régua em 33.368 e melhor cenário em 1.927, o caminho não é otimizar 2022 — é financiar outra campanha: reduto blindado + 2–3 praças novas de perfil popular + tração da chapa. Verba condicionada a metas territoriais verificáveis fora de Volta Redonda.
A barra da régua torna visível o que os cenários escondem em tabela: nenhuma trajetória inercial chega perto. A eleição direta depende de onda favorável + sobras de chapa forte + expansão territorial confirmada; a meta realista e mensurável deste ciclo é multiplicar a marca por 5–6x.
Nota metodológica: o acervo de notícias auditado item a item retornou praticamente só homônimos — nenhum item trata do candidato. Esperado: suplente sem mandato não gera cobertura. A conjuntura abaixo usa dados oficiais TSE, itens úteis do cenário macro nacional e sondagens públicas citadas com instituto/data, sem reprodução de tabelas.
| Referência (RJ, 2022) | Federal | Estadual (ALERJ) |
|---|---|---|
| Menor eleito ("régua") | 33.368 | 13.946 |
| Vagas | 46 | 70 |
| Mediana dos eleitos | 78.048 | 51.856 |
| Salto exigido sobre 1.676 votos | ~20x | ~8x |
Leitura honesta: a probabilidade de eleição direta em outubro é baixa nos dois cargos. A régua estadual menor não significa "mais fácil": a ALERJ é dominada por incumbentes com máquina, contra ~1.639 candidatos estaduais. O federal tem régua mais alta, mas o quociente da federação pode "puxar" um candidato de base concentrada. Sem onda + expansão + verba, a meta realista é capitalização (dobrar/triplicar a marca e construir 2028/2030).
Se o quadro se sustentar, o palanque estadual do campo aliado tende a ser forte e favorito no RJ — o melhor cenário possível para um proporcional alinhado: chapa tracionada por cima, sem palanque rachado.
Pauta dominante em qualquer eleição fluminense. Recomendação: tratá-la exclusivamente como política pública e pelo ângulo que conversa com o perfil dele — saúde e violência (atendimento a vítimas, urgência/emergência, saúde mental, prevenção com a juventude) e segurança do trabalhador no Médio Paraíba. Nunca personalizar ou acusar: além da vedação legal/ética, esse terreno favorece candidatos do campo adversário. Carlinho disputa pelo flanco do cuidado, não do confronto.
RJ é historicamente competitivo para a direita (capital, Baixada, interior conservador). O campo adversário está mobilizado porém em atrito interno documentado no noticiário nacional — divisão que reduz (não elimina) a onda de direita.
O Médio Paraíba tem DNA operário-sindical (CSN/siderurgia) — terreno onde trabalho, saúde e presença do governo federal performam melhor que no restante do interior.
Baixada/Itaguaí/Seropédica: rede relatada vs. dados formais fracos. Registrar como hipótese de rede informal; se confirmada em 2–3 semanas, é a principal alavanca para sair de uma cidade só.
Federal (entregas e programas na região como cabo eleitoral), estadual (chapa tracionada por palanque forte) e municipal (agenda prefeitura–CSN prova o valor de quem articula esferas).
| Onda | Descrição | Peso estimado | Efeito sobre Carlinho |
|---|---|---|---|
| (a) Governista forte | Governo reeleito com folga + palanque estadual aliado tracionando a chapa | ~30–35% | Melhor cenário: quociente sobe, sobras alcançam candidatos médios |
| (b) Direita no RJ | Reação conservadora, mesmo com campo dividido | ~25–30% | Adverso. Mitigação: discurso local, não nacionalizar o confronto |
| (c) Anti-situação | Eleitor pune "políticos de sempre" | ~15–20% | Ambíguo: oportunidade para o suplente-outsider "gente como a gente" |
| (d) Pauta local | Emprego CSN, modernização, pó preto/saúde dominam o voto regional | Transversal | Onde ele surfa melhor: a única onda que pode ativar sozinho |
A conjuntura macro é a melhor possível para o perfil dele — mas a aritmética é implacável (salto de ~20x). O caso de investimento se sustenta em dois planos: (i) apostar nas sobras de uma chapa forte com teto de expansão; (ii) meta-piso de capitalização, consolidando o Médio Paraíba como ativo do partido.
Premissa que governa todo o plano: a régua foi 33.368; ele fez 1.676. Os cenários inerciais não chegam a 6% da régua. Este plano NÃO otimiza a campanha de 2022 — financia OUTRA campanha: reduto blindado + praças-alvo + dobradinha formal + digital profissional. Pedido-base ao partido: R$ 1.037.279,16 (0,0305 voto por real adicional), com marcos de liberação condicionados a metas.
| # | Praça | % da verba | Justificativa no dado |
|---|---|---|---|
| 1 | Volta Redonda (Vila Americana 122, Padre Josimo 90, Vila Brasília 63, Retiro 51) | 40% | Reduto com 1.374 votos, zero erosão, 717 seções — penetração mínima num colégio de 154.508. O voto mais barato está aqui dentro. |
| 2 | Barra Mansa | 12% | 61 votos num colégio de 90.902; perfil-espelho do reduto; adjacência física. Melhor esforço x voto fora de VR. |
| 3 | Angra dos Reis | 10% | 13 votos, mas 9 dos 15 locais do radar (CEAV 3.720; Cleusa Fortes/Japuíba 3.840; CIEP 151 3.150). Vácuo com perfil compatível. |
| 4 | Anel do Médio Paraíba (Barra do Piraí, Pinheiral, Quatis, Piraí) | 8% | Barra do Piraí já é 3º município (58); adjacência natural onde a marca circula sem custo de construção. |
| 5 | Baixada/Itaguaí/Seropédica (TESTE) | 8% | Duas tranches: 4% teste (semanas 1–3) + 4% só com sinal (público, cadastros, engajamento). Confirmada, é a única rota para sair de uma cidade. |
| 6 | Reserva tática / GOTV final | 22% | Realocada em setembro conforme resposta das praças 2–5; retorno prioritário a VR no GOTV. |
Rio capital (32 votos, colégio de 3.100.737 — pulverização garantida), Niterói, Petrópolis, Campos, São Gonçalo, Araruama e Belford Roxo como praças de campanha: o potencial total dos 15 locais do radar no share atual é de 17 votos — é mapa de vácuo, não de colheita. Gêmeos sem presença (Natividade, São Pedro da Aldeia): share 0,0 — fora.
| Rubrica | % | Racional |
|---|---|---|
| Território (equipe de rua, eventos, deslocamento, GOTV) | 40% | Contrafactual dos gêmeos (ATT 0,0005): onde não pisa, não existe. Voto dele é voto trabalhado. |
| Digital (impulsionamento geolocalizado, vídeo, gestão) | 30% | Maior salto de eficiência: de R$ 2.000 para operação real; onde o custo por voto cai de R$ 37,89 rumo à mediana (R$ 32,73) e abaixo. |
| Estrutura (sede, coordenadores, jurídico/contábil, dados) | 18% | Mínimo profissional; inclui monitoramento semanal de KPIs por praça. |
| Produção (material gráfico, santinhos, identidade, som) | 12% | Teto rígido — em 2022 essa rubrica dominou e o custo por voto ficou acima da mediana. |
De longe a maior afinidade da lista (o 2º tem 0,221). Mesma legenda, mesmo chão, seção a seção. (i) Material casado divide custo; (ii) o eleitor dele já é o eleitor do Carlinhos — transfere reconhecimento sem comprar audiência; (iii) um estadual eleito tem estrutura territorial que o Carlinhos não tem. Evitar dobradinhas informais com Renan Cury (0,169) na mesma geografia para não canibalizar.
| Cenário (modelo) | Votos projetados | Régua | Faltam |
|---|---|---|---|
| Conservador (−12%) | 1.475 | 33.368 | −31.893 |
| Base (0%) | 1.676 | 33.368 | −31.692 |
| Otimista (+15%) | 1.927 | 33.368 | −31.441 |
Leitura honesta ao partido: a meta operacional não é o cenário inercial — é meta-piso de 8.000–10.000 votos (a simulação da base modela 10.000; com a verba histórica de ~R$ 46.758,89 ela NÃO é atingida — só 1.032 votos planejados —, reforçando o patamar de R$ 1.037.279,16). Eleição direta depende de onda (a) + sobras + Baixada confirmada. Número franco: probabilidade de eleição direta é baixa; de capitalização com este plano, alta.
17–21 votos formais por município; escalar antes do teste drena o reduto. Mitigação: tranche condicionada.
Encolhe chapa e sobras da esquerda. Mitigação: discurso local (saúde/emprego/CSN), não nacionalizar o confronto.
Colégio disputado (margem 0,62%) com máquinas municipais no mesmo chão. Mitigação: dobradinha exclusiva e ocupação cedo dos bairros-âncora.
Afinidade 0,434 pronta, custo quase zero, multiplica presença.
De R$ 2.000 em 2022 para operação segmentada na persona (popular, 35–39 e 60–64 anos): o corte mais rápido no custo por voto.
Emprego + pó preto/saúde já estão quentes em VR; ocupar antes que outro candidato regional capture.
Texto de campanha, não são dados.
| Pilar | Bordão |
|---|---|
| 🏥 Saúde/SUS | "Fila não é destino. Saúde no bairro é direito." |
| 🏭 Trabalho/siderurgia | "Cidade operária merece deputado que trabalha." |
| 🌫 Saúde ambiental | "Ar limpo também é saúde pública." |
| 🤝 Ponte com o governo federal | "O elo da nossa região com quem entrega." |
| 🚶 Proximidade/renovação | "Gente daqui, que a gente encontra na rua." |
| 🛒 Custo de vida | "Remédio na farmácia do posto, comida na mesa: é disso que a gente cuida." |
Nada de prestação de contas de mandato (não há mandato, emendas ou proposições registradas — risco jurídico e de desmentido); nada de confronto na segurança pública (disputar pelo ângulo do cuidado); linguagem sempre concreta e de serviço, testada primeiro nas seções-âncora de Volta Redonda, onde a mensagem já provou funcionar.
AVISO OFICIAL: Relatório produzido pela plataforma VotoAlvo, com apoio de inteligência artificial proprietária, a partir EXCLUSIVAMENTE de dados oficiais (TSE, IBGE, Câmara dos Deputados e Portal da Transparência/CGU). Projeções são cenários estatísticos, não previsões de resultado. Confira sempre os números nas fontes citadas.
| Fonte | Uso neste dossiê |
|---|---|
| TSE — Tribunal Superior Eleitoral | Votação nominal por município/seção (2018–2024), prestação de contas de campanha, régua dos eleitos, quociente eleitoral, perfil do eleitorado (persona). |
| IBGE | Pessoal ocupado (2021), massa salarial, estabelecimentos de saúde e hospitais (2024) por município. |
| Câmara dos Deputados — Dados Abertos | Verificação de mandato, proposições, comissões, discursos e cota parlamentar (sem registros para o candidato). |
| Portal da Transparência / CGU | Consulta de emendas parlamentares (retorno: nenhuma emenda registrada). |
| Pesquisas públicas (Genial/Quaest, Paraná Pesquisas) | Citadas apenas como contexto de conjuntura, com instituto e data; sem reprodução de tabelas — conferir registro TSE antes de uso público. |